terça-feira, 20 de junho de 2017

O TERÇO DOS HOMENS: Feliz a família que tem um pai que se preocupa em rezar pelos seus

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Nas minhas andanças pelas paróquias da Diocese de Paranavaí vou percebendo um ou outro elemento da pastoral ou da espiritualidade do nosso povo que nasce e cresce sem mesmo a gente perceber. Neste sentido vem chamando atenção nos últimos anos a rapidez com que crescem os grupos do “Terço dos Homens”. Em várias das nossas paróquias estes grupos já se reúnem e o trabalho vem acontecendo. Os frutos também já começam a aparecer. É claro que a oração do terço nos leva a refletir os mistérios da vida de nosso Senhor Jesus Cristo. O terço é uma oração mariológico-cristológica porque quem está no centro não é Nossa Senhora, mas o próprio Jesus Cristo.
O Papa São João Paulo II ensinou que o Terço é uma oração contemplativa. A sua Exortação Apostólica “Rosarium Virginis Mariae” (2002), despertou em toda a Igreja um renovado interesse pela antiquíssima devoção do Rosário e seus efeitos continuam se propagando de forma encantadora por todo o mundo. É uma forma de contemplar Jesus com os olhos de Maria, tendo sido ela a criatura que mais perto esteve do Filho de Deus encarnado, durante toda a trajetória da Salvação. Nenhuma outra pessoa na terra esteve tão unida a Cristo quanto Maria. Desde a sua concepção até a morte na cruz, e ainda na ressurreição e após a ascensão, Maria está sempre presente e unida ao mistério de seu Filho, Jesus, Deus e Homem verdadeiro.
Dom Gil Antônio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora (MG), conta que a “origem deste costume, de homens se reunirem para rezar o Terço, se perde na história. Há notícias de tais grupos ao menos desde 1912. Porém, no Brasil, a iniciativa mais recente foi do Movimento Maria Três Vezes Admirável de Schoenstatt, também conhecido como Mãe Rainha, presente, sobretudo no Norte e no Nordeste”.
Em nossa diocese estes grupos estão crescendo e continuam fazendo florescer a boa devoção a Nossa Senhora nas comunidades, especialmente entre os homens. Testemunhos de participantes assíduos mostram que esta devoção é capaz de fazer renascer a participação na vida da comunidade, conscientiza sobre a dedicação à família, faz retornar o amor à Eucaristia, incentiva a prática da caridade, aumenta a confiança em Deus, etc. Já aconteceram, inclusive, Encontros Nacionais de Grupos do Terço dos Homens, em Aparecida – SP. Estes visam animar tais grupos que surgem em todo o nosso país a se aprofundarem na prática desta oração para alimentar a fé dos fiéis
Que a graça de Deus que sopra onde quer, faça com que mais e mais pessoas se encantem com Jesus Cristo através da prática da oração do terço. Feliz a família que possui um pai que se preocupa em rezar pelos seus. Feliz a comunidade que tem grupos de homens que se preocupam de rezar pelas famílias, pelos filhos e pela Igreja. Feliz a Igreja que continua a unir seus filhos pela devoção à Nossa Senhora. Virgem Mãe, Oh, Mãe da

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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Nossa Senhora da Aparecida celebrará seu 300º aniversário sem o papa Francisco O Papa disse aos peregrinos em Roma que o povo brasileiro passa por um “momento triste”

Papa saúda fiéis na Praça São Pedro.
Papa saúda fiéis na Praça São Pedro.  (EFE)
A não ser que tenhamos uma surpresa no final, o papa Francisco não viajará este ano ao Brasil para celebrar com os católicos os 300 anos da descoberta da imagem de Nossa Senhora da Aparecida, devoção compartilhada pela grande maioria dos brasileiros, inclusive os agnósticos. Nossa Senhora Aparecida é vista como uma espécie de para-raios protetor do Brasil.
Ao visitar o país pela primeira vez em 2013 e rezar no santuário de Aparecida, o papa Francisco demonstrou o desejo de voltar este ano para dirigir as comemorações dos 300 anos. Depois revelou aos bispos brasileiros que não poderia vir – e assim anunciou dias atrás numa carta ao presidente Michel Temer. O Papa disse aos peregrinos em Roma que o povo brasileiro passa por um “momento triste”. Apesar disso, preferiu desistir de sua promessa de voltar ao Brasil em 2017.
Sem dúvida, o papa Francisco, que realiza uma renovação da Igreja com pulso firme para voltar às origens do cristianismo primitivo, deve ter tido um motivo grave para desistir de sua visita ao país com o maior número de católicos do mundo, onde 90% da população é cristã, e numa data tão significativa para a piedade popular. Isso não descarta a proposição de alguns interrogantes. Seria preciso saber se a decisão foi pessoal de Francisco ou da Cúria Romana, de sua diplomacia, e se nela pesaram os motivos políticos. Pelo que conhecemos do Papa, sua alma está com os mais pobres e seu coração vibra com a justiça social, o que algumas vezes lhe valeu a acusação de seu um Papa “de esquerda”. Não há dúvida de que, em suas conversas, entrevistas e documentos papais, ele cita mais os evangelhos que os textos teológicos. Dos sete Papas que conheci, este é o que melhor sintoniza com o Jesus odiado pelo poder.
Segundo informações da imprensa brasileira, Francisco teria desistido de sua promessa de vir a Aparecida porque o país atravessa “um momento político delicado”. Se for isso mesmo, teria prevalecido o interesse da diplomacia do Vaticano frente à liberdade do evangelho. Fiz muitas viagens ao redor do mundo com Paulo VI e João Paulo II, e me lembro de ter visitado países que viviam momentos políticos mil vezes mais graves que os enfrentados pelo Brasil. Aterrissamos em nações de ferrenhas ditaduras, de direita e de esquerda. O Brasil, com todas as suas dificuldades, vive num Estado democrático e luta contra a corrupção política, uma luta invejada por outros países. Quando Francisco veio ao Brasil em 2013, o momento político não era melhor que o atual. Começavam as manifestações populares, e o país estava em plena ebulição política. Francisco falou sem medo e até incentivou os jovens a participarem dos protestos contra o Governo Dilma.
O Brasil vive sem dúvida um momento delicado que afeta fiéis e ateus. A sociedade está atônita com a descoberta da corrupção político-empresarial que tem vindo à tona. E é uma sociedade dividida. Portanto, não seria talvez o melhor momento para que Francisco, o Papa mais parecido com o profeta rebelde de Nazaré, viesse a fim de confortar os brasileiros e fazer um apelo para que superem as divisões e se unam na liberdade do evangelho, para dar vida a um país mais livre, democrático e justo? Francisco é um Papa que costuma ser ouvido não apenas pelos católicos, mas também pelos agnósticos. É um Papa de todos. Aqui, no Brasil, até os evangélicos o aplaudiram. E ele tomou café com alguns pastores. O ecumenismo é o oxigênio que Francisco respira. Se foi o Vaticano que o convenceu a desistir da atual vinda ao Brasil, seria a demonstração de que, no coração do posto de mando em Roma, continua ainda forte a visão de uma Igreja mais comprometida com o poder político que com as exigências de liberdade de espírito do cristianismo primitivo.
Triste.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

MÊS DE MAIO "MÊS DE MARIA"

Virgem Maria / Pixabay (Domínio Público)